Postado por : Grupo PET Geografia ufs/ita sábado, 9 de fevereiro de 2013

Povoado Carrilho e Oiteiro do Capim, Itabaiana/SE

Desde ano de 2011, o grupo PET Geografia da Universidade Federal de Sergipe, Campus Professor Alberto Carvalho, tem evidenciado os problemas vivenciados pelas comunidades Oiteiro do Capim e Carrilho, no município de Itabaiana/SE.

A primeira comunidade agrega a lixeira, que recebe todo o lixo gerado no município, pois é dela que é retirada a renda de várias famílias, resultado da catação e seleção de produtos recicláveis. A segunda, emprega 90% das famílias no beneficiamento da castanha de caju. nas duas comunidades se observa as péssimas condições em que estão jogados os trabalhadores, sem uso de equipamentos de segurança, em  locais insalubres, colocando em risco a integridade física exposta às nuances das precárias condições de trabalho.
Em ambas as comunidades se observa que a opção pelo trabalho é determinada pelas condições materiais das famílias. Tanto adultos, como jovens, que frequentam escolas e que não frequentam, assumem a atividade como principal renda. Na maioria das vezes a renda total das famílias advém destas atividades. A realidade agrária, considerando a ausência da posse da pequena propriedade, ou de condições para trabalhá-la, denuncia o beneficiamento da castanha, assim como a catação de lixo como alternativas viáveis, no dizer daqueles moradores.


Entre os dias 06 e 07 de fevereiro de 2013, o grupo PET realizou trabalho de campo, aplicando questionários e realizando entrevistas com os representantes das comunidades, que  afirmaram que estão otimistas para o ano de 2013, em virtude de projetos que deverão ser implementados. Destacam-se investimentos nas duas comunidades.
O Programa REDES (Redes para o Desenvolvimento Sustentável), em parceria com o Instituto Votorantim e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES, com objetivo central de implementar projetos de geração de trabalho e renda, por meio do fomento de cadeias produtivas e qualificação profissional, atuando em projetos que atentam para a cultura, o desenvolvimento social, a educação, o meio ambiente, a segurança alimentar e outros começa a investir nas comunidades com projetos que, de acordo com as lideranças das comunidades, devem melhorar as condições de desenvolvimento social.

Segundo Cido, presidente da Associação Comunitária dos Moradores e Produtores do Povoado Oiteiro do Capim, o Projeto Oiteiro das Flores irá atender mais de 20 famílias, das quais, hoje, sobrevivem da renda da catação de lixo na lixeira. O projeto tem início previsto para o mês de março e terá curso de capacitação profissional para os associados. 
a presidenta da Associação Comunitária do Carrilho, Maria Cristina, afirma não esperar mais para ver as ações do projeto, direcionado para implementação dos equipamentos que facilite a quebra, o assamento e a despeliculagem da castanha, além da capacitação profissional dos trabalhadores que tem como renda principal o beneficiamento da castanha de caju.

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